EMT em ascensão

Estimulação magnética: um tratamento para depressão em ascensão

Por Alexi Cohan
 

Aprovada inicialmente pelo FDA em 2008, a EMT é uma técnica que está em pleno crescimento e se popularizando em todo os EUA como um tratamento eficaz para a depressão.
 

Desespero e um estado de impotência foi como Molly Maguire descreveu sua vida durante a última década, quando lutava contra uma grande depressão incapacitante que a separava de todos os aspectos da vida cotidiana.
 

Maguire tentou cerca de 24 tipos diferentes de psicofarmacologia, acupuntura, terapia, suplementos, antidepressivos e até tratamentos xamânicos da floresta tropical em uma tentativa desesperada na busca por alívio.
 

“Fiquei muito debilitada e não conseguia encontrar nenhum alívio, foi um caso sem esperança. Estava vivendo um dia de cada vez, apenas tentando prolongar a minha vida”, disse Maguire, uma mulher de Northampton que disse ao Herald que sua depressão iniciou com episódios de pesadelos e privação de sono.
 

Cada tratamento se mostrava ineficaz para Maguire, e então ela iniciou uma pesquisa sobre estimulação magnética transcraniana (EMT), um tratamento não invasivo que usa campos magnéticos para estimular as células nervosas no cérebro, supostamente com pouco ou nenhum efeito colateral.
 

Molly Maguire EMT
BOSTON, MA – 27 de junho: Molly Maguire experimentou uma nova técnica para ajudar a lidar com a depressão (Foto de Jim Mahoney / MediaNews Group / Boston Herald)
 

No ano passado, Maguire começou a receber o tratamento com EMT no Holyoke Medical Center, cinco dias por semana, durante trinta minutos. Após sete sessões, disse que sua vida mudou e ela conseguiu alcançar a remissão total.
 

“Senti clareza e um alívio do peso da depressão que não sentia há uma década”, disse. “Consegui sentir a felicidade, criatividade e o humor novamente, e foi incrível”.
 

A depressão afeta cerca de 16 milhões de americanos a um custo de cerca de US$ 210,5 bilhões por ano.
 

Diretor médico do serviço de EMT no Hospital McLean, em Belmont, o Dr. Oscar Morales disse que o caso de Maguire é semelhante ao de muitos que receberam terapia de EMT.
 

Segundo Morales, o hospital recebe em torno de 20 a 30 pacientes por dia para fazer terapia com EMT e cerca de 70% sentiram redução nos sintomas. Morales afirma que a EMT está crescendo e se popularizando em todo os EUA como um tratamento eficaz para a depressão.
 

“Ao meu ver, é uma intervenção notável e baseada em pesquisas”, disse. “Do ponto de vista dos efeitos colaterais, é muito benéfica”.
 

A terapia com EMT está disponível em muitos locais em todo o estado da baía em Boston e se expandiu rapidamente para os pacientes em todo o país. Entretanto, nem todos os pacientes conseguem ter acesso a EMT imediatamente.
 

A Dra. Joan Camprodon, diretora do serviço clínico de EMT no Massachusetts General Hospital, disse que os convênios normalmente cobrem apenas o tratamento se o paciente já tiver tentado pelo menos quatro outras medicações que foram ineficazes.
 

Camprodon disse que tentar vários medicamentos podem levar a resultados ruins para o paciente: “Quanto mais os medicamentos falham, mais difícil ficam as respostas dos pacientes”.
 

“Seria bom poder dar acesso antes a EMT aos pacientes”, disse. “Todas as evidências clínicas mostram que, quanto mais cedo começar, as chances de melhora aumentam”.
 

Além dos problemas com os planos de saúde, a EMT pode não ser a primeira opção porque muitos médicos e pacientes não são totalmente informados sobre o uso e os benefícios do tratamento, e para depressão leve, tomar um antidepressivo pode ser mais conveniente para alguns pacientes.
 

A EMT é normalmente usada em conjunto com outros tratamentos, como medicação. Camprodon a descreve como “mais uma ferramenta, mais uma opção”.
 

A técnica também foi aprovada para o tratamento de enxaquecas e TOC (transtorno obsessivo e compulsivo), e poderá expandir para outras condições no futuro.
 

Maguire, disse que se readapta à sua nova vida sem depressão e sentiu como se “tivesse ganhado na loteria” com a EMT. Ela está gostando novamente da vida cotidiana, interagindo com outras pessoas, especialmente o tempo que tem passado com sua filha.
 

“Recentemente, ensinei minha filha de 15 anos a virar e ‘fazer uma estrelinha com uma mão só’ e gritei de alegria”, disse Maguire.
 

Tradução livre e adaptação do texto original em inglês do site bostonherald.com
Publicado em 28 de junho de 2019
 
 
 

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